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Brasil: país do funk ou do futebol?

  • Foto do escritor: Luiz Eduardo
    Luiz Eduardo
  • 31 de mar. de 2023
  • 2 min de leitura

Ao longo dos últimos anos, ambos assuntos vêm marcando diversos "gols" na forma de orgulhar e representar os brasileiros


No dia 20 de novembro começa oficialmente a Copa do Mundo 2022 e a ansiedade do brasileiro é grande para o início da competição, ainda mais porque o país é a única seleção pentacampeã e tenta o inédito hexacampeonato.


Há mais de 50 anos o Brasil é conhecido como a terra do futebol. Agora, ele ganha um novo título, que também está fazendo história: Brasil, o país do funk.


Para sabermos um pouco mais sobre este assunto, precisamos entender primeiro o contexto histórico que nos levou a ser chamados de “país do futebol” Então, vamos dar um giro na história e descobrir como o Brasil se tornou a “pátria de chuteiras”, expressão cunhada pelo escritor e jornalista Nelson Rodrigues.


O futebol e a música brasileira, especialmente a Bossa Nova sempre impressionaram milhares de pessoas por meio das rádios, bares e bailes. Todos vibravam pelos quatro cantos do país.


Com as conquistas do tetracampeonato, em 1994, nos Estados Unidos, e do pentacampeonato, em 2002, no Japão, o Brasil disparou à frente de outras seleções em números de conquistas na competição e, por isso, o termo “país do futebol” ficou ainda mais forte, consolidado e evidente mundo afora, sobretudo com a quantidade de atletas brasileiros de qualidade que passavam a integrar os mais fortes times de todo o planeta.


Criando raízes na sociedade, conquistando a simpatia de muitos, especialmente das comunidades menos favorecidas economicamente, assim como foi e ainda é o futebol, o funk surgiu . Assim, as duas paixões passaram a ser associadas.

Estes movimentos e estas sintonias entre o futebol e o funk parecem fazer sentido, uma vez que muitas crianças brasileiras costumam dizer que o sonho delas ao crescerem é "ser jogador de futebol”. Agora, parece que muitas também arriscariam caminho na área do funk.


Até os tempos atuais, parece difícil que outra seleção de futebol consiga tirar a hegemonia do futebol brasileiro e passe a estampar o rótulo também de “nação do futebol”.

Porém, o que se tem visto por força de movimentos culturais e do efeito da globalização, é que o Brasil vem ganhando um novo "símbolo", sendo cada vez mais representado por outra modalidade: o funk!


O que pouca gente sabe é que o funk foi trazido para o Brasil no final de 1970, ou seja, o gênero musical não era exatamente como ouvimos hoje, mas, em termos de cronologia histórica - quando o futebol já era um grande chamariz nacional - o funk começava a fazer parte da vivência de muitos brasileiros e se misturava a rotina de grande parte da população, especialmente os mais pobres e que viviam nas regiões periféricas do Brasil.


As carreiras de cantores e DJ, assim como a de jogador de futebol, compartilham de sonhos semelhantes, como a oportunidade de ascensão social, que proporciona a melhoria das condições de vida dos que se dedicam a elas, ainda que em diferentes níveis de realização e de competência.


Seja o país do futebol ou o país do funk, a única certeza que podemos garantir, com firmeza, é que esses títulos trazem inúmeros orgulhos para os brasileiros, pois muito mais do que um esporte ou gênero musical, a conexão entre ambos é pela paixão.


 
 
 

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